Lean não é coisa de indústria.
Onde existe um fluxo — do pedido à entrega, da solicitação à resposta — existem desperdícios a eliminar: hospital, transportadora, laboratório, escritório, hotel. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes: fluxo enxergado, lead time medido, ganho comprovado — cada projeto com seu A3 do Projeto Lean fechado.
Redução de Rechamadas no Fluxo de Manutenção Preventiva de Elevadores
Manutenção — Serviços em Campo · Fev/2026 – Jul/2026
Planejar
O mapa do fluxo da preventiva expôs o loop: a cada 11 visitas, uma gerava novo deslocamento em 30 dias — 872 viagens por mês que não agregavam valor nenhum.
Na filial São Paulo da Vertelli Elevadores (9.800 elevadores, 74 técnicos de rota), André Coutinho, supervisor técnico de campo, mapeou com técnicos, Central de Atendimento e engenharia o fluxo de valor da preventiva: do agendamento e deslocamento à execução do checklist e ao fechamento da OS — com o valor entregue sendo o elevador disponível para o síndico e os usuários. O estado atual, medido em 8 meses de dados, mostrou um loop caro: 8,9% das preventivas viravam novo chamado no mesmo elevador em até 30 dias — ~872 rechamadas/mês a R$ 210 cada, quase tudo transporte e reprocesso. A folha de verificação de 620 rechamadas e o Gemba comprovaram as causas: ajuste de porta no olho, checklist parcial nas rotas apertadas (visitas de 32 minutos com 3,1× mais rechamada), peça de desgaste anotada e não trocada por falta de kit no veículo, e equipamento repetitivo nunca escalado. A meta: de 8,9% para 4,5% até 31/07/2026, sem reduzir preventivas nem ampliar o quadro, e o estado futuro virou um 5W2H de 7 ações por R$ 58.300, implantado em ondas a partir de 2 rotas.
P1 Qual é o problema de negócio e qual fluxo de valor ele afeta? Onde o fluxo começa e termina, e quem é o cliente?
O problema de negócio é o serviço que não fica pronto de primeira: 8,9% das preventivas da filial São Paulo geravam chamado corretivo no mesmo elevador em até 30 dias — ~872 rechamadas/mês a R$ 210 cada (~R$ 183 mil/mês, R$ 2,2 milhões/ano), derrubando a disponibilidade média para 98,1%, abaixo do compromisso contratual de 99%. O fluxo de valor começa no agendamento da preventiva, passa pelo deslocamento, pela execução do checklist no elevador e pelo fechamento da OS, e termina com o elevador rodando sem novo chamado. O cliente do fluxo são os síndicos e administradoras dos 9.800 elevadores em carteira — e os usuários, que veem o elevador parar de novo semanas depois da visita.
P2 Qual é a situação atual do fluxo, medida no local? (Mapa de Fluxo de Valor — VSM — do estado atual, lead time, tempos de ciclo e o que agrega valor)
Medimos o fluxo no local, cruzando o app de campo com o GPS dos veículos. O histórico de 8 meses (jun/2025 a jan/2026) mostrou a taxa de rechamadas oscilando entre 8,5% e 9,3%, média de 8,9%, sem tendência. O tempo que agrega valor — o técnico com a mão no equipamento — estava sendo espremido: nas rotas mais carregadas a preventiva durava em média 32 minutos, e visitas com menos de 35 minutos têm 3,1× mais rechamada que as de 50 minutos ou mais. A estratificação de 620 rechamadas classificadas mostrou ainda que 62% se concentram em 18% da carteira (~1.764 elevadores com mais de 15 anos e alta utilização).
P3 Quais dos 8 desperdícios aparecem no fluxo, onde, e qual pesa mais?
O desperdício que mais pesa é defeito: a preventiva que não resolve e vira rechamada. Ele puxa um trem de desperdícios: transporte (o segundo deslocamento no trânsito de São Paulo, embutido nos R$ 210 de cada rechamada), reprocesso (2 horas de técnico refazendo o serviço), espera (o cliente com o elevador parado até a nova visita) e movimentação extra do técnico que vai ao prédio sem a peça — 74% das rechamadas por peça de desgaste tinham o desgaste anotado na visita anterior, sem troca, porque o kit não estava no veículo. E há talento desperdiçado em dobro: o técnico correndo contra o relógio em vez de usar o ofício, e a engenharia nunca acionada para os 87 equipamentos repetitivos.
P4 Quais são as causas-raiz dos desperdícios prioritários — e como foram comprovadas?
Quatro causas foram comprovadas no Gemba. O acompanhamento de 24 rechamadas de porta achou 19 (79%) com folga ou alinhamento fora do padrão dias após a preventiva — ajuste feito no olho, sem folgas e torques por família (214 casos, 35% do Pareto). A medição app×GPS confirmou o checklist parcial por rota sem tempo mínimo: visitas de menos de 35 minutos com 3,1× mais rechamada (152 casos, 25%). Das 118 rechamadas por peça de desgaste, 74% tinham o desgaste anotado sem troca — a peça não estava no veículo. E os 87 chamados de equipamentos repetitivos nunca haviam sido escalados à engenharia. Juntas, as quatro causas cobrem 92% do Pareto.
P5 Como é o estado futuro desenhado para o fluxo?
No estado futuro, a preventiva sai certa de primeira e o segundo deslocamento desaparece do mapa: checklist digital por família de elevador, com itens obrigatórios, bloqueio de conclusão e tempo mínimo de 45 minutos nas famílias críticas — devolvendo ao técnico o tempo que agrega valor; ajuste do operador de porta com trabalho padronizado (folgas, torques e gabarito por família); o material no ponto de uso, com kit de 28 peças de desgaste embarcado no veículo, para a troca proativa acontecer na mesma visita; e a regra de escalonamento puxando a engenharia quando o mesmo equipamento chama 2 vezes em 60 dias.
P6 Qual é a meta do projeto e em qual indicador ela será medida?
A meta: reduzir o percentual de preventivas que geram rechamada em até 30 dias de 8,9% para 4,5% (queda de ~49%) até 31/07/2026, medido no mesmo sistema de gestão de campo, com a Central classificando cada chamado pela árvore de causas. Como indicadores do cliente do fluxo, a disponibilidade média, que precisava voltar acima dos 99% contratuais, e a perda de contratos, então em 7,2% ao ano. Tudo sem reduzir as preventivas contratuais e sem ampliar o quadro de 74 técnicos, com orçamento aprovado de R$ 70 mil.
P7 Qual é o escopo? Quem lidera, quem participa da equipe e quem patrocina o projeto?
Dentro do escopo: as preventivas mensais da carteira da filial São Paulo (9.800 elevadores), a classificação de chamados da Central de Atendimento e o escalonamento de equipamentos repetitivos à engenharia de campo. Fora: modernizações e reformas, chamados por vandalismo, queda de energia ou uso indevido, as demais filiais e a telemetria (roadmap corporativo). Eu, André Coutinho (supervisão técnica de campo), lidero, com Fábio Arruda (técnico de rota sênior), Débora Kimura (Central de Atendimento), Renan Duarte (engenharia de campo) e Sílvia Prado (suprimentos), patrocínio de Marcelo Tavares (Diretoria de Serviços) e apoio de Patrícia Fontes (gerência regional São Paulo).
P8 Qual é o plano de implantação (5W2H) e como as frentes foram priorizadas?
O 5W2H fechou 7 ações por R$ 58.300 dos R$ 70.000 orçados, cada uma com dono e prazo até a onda 1, em 11/05: checklist digital por família com itens obrigatórios, bloqueio de conclusão e tempo mínimo de 45 minutos nas famílias críticas (Débora Kimura); procedimento de ajuste do operador de porta com folgas, torques e gabarito por família (Fábio Arruda); kit com 28 peças de desgaste embarcado nos veículos (Sílvia Prado); e regra de escalonamento — 2 chamados no mesmo equipamento em 60 dias vai para a engenharia (Renan Duarte). A priorização seguiu o Pareto das causas de 92%. Rotas por complexidade e mentoria de novatos ficaram para um segundo momento, e o mutirão corretivo geral foi descartado por atacar só o sintoma.
Executar
Onda 1 em 2 rotas a partir de 11/05 e, com a leitura parcial boa, onda 2 antecipada para toda a filial em 22/06.
A implantação rodou em ondas. A onda 1 foi o piloto em 2 rotas (260 elevadores, 47 da carteira crítica), com preventivas de 11/05 a 30/06/2026: checklist digital por família com itens obrigatórios e tempo mínimo de 45 minutos nas famílias críticas, ajuste de porta com gabarito e trabalho padronizado, kit de 28 peças de desgaste embarcado — o material no ponto de uso — e regra de escalonamento dos repetitivos. Na primeira semana os técnicos apontaram que o gabarito não servia para duas famílias antigas; a engenharia o adaptou e reforçou o treinamento no próprio Gemba. A leitura parcial de 19/06, com as preventivas de maio em 5,0%, autorizou antecipar a onda 2: o rollout começou em 22/06 e as 72 rotas restantes foram treinadas em 3 ondas até 10/07, quando o checklist em papel foi aposentado. Tudo registrado: OS com checklist concluído, listas de presença, fotos de antes e depois e conferência semanal dos kits.
D1 As ondas de melhoria (kaizens) do plano foram executadas? O que foi feito, por quem e quando?
Sim: as 7 ações do 5W2H foram concluídas por R$ 58.300 dos R$ 70.000 orçados (folga de 17%). Na onda 1 (2 rotas, 260 elevadores, 47 da carteira crítica, preventivas de 11/05 a 30/06/2026), Débora ativou o checklist digital, Fábio implantou o procedimento de porta com gabarito, Sílvia embarcou os kits nos veículos e Renan ligou a regra de escalonamento. Com o resultado parcial bom, a onda 2 estendeu o pacote às 72 rotas restantes da filial a partir de 22/06, com as rechamadas medidas na janela de 30 dias.
D2 Quais mudanças de fluxo, layout ou padrão de trabalho foram implantadas no processo?
O fluxo do serviço mudou em quatro pontos: o checklist digital com bloqueio de conclusão e tempo mínimo devolveu à visita o tempo que agrega valor, acabando com a preventiva de 32 minutos; o ajuste de porta virou trabalho padronizado, com folgas, torques e gabarito por família, no lugar do olho de cada técnico; a peça de desgaste passou a viajar com o técnico — kit de 28 itens no ponto de uso, com troca proativa na mesma visita, eliminando o segundo deslocamento; e o equipamento repetitivo ganhou uma rota de escalonamento que puxa a engenharia após 2 chamados em 60 dias.
D3 Como a gestão visual foi implantada e como o time da operação foi treinado e envolvido?
A gestão visual ficou no app e no quadro da filial: cada OS registra o checklist 100% concluído e os horários de entrada e saída, e a gerência regional acompanhou o avanço das ondas em reunião semanal. Os técnicos das 2 rotas do piloto foram treinados antes de 11/05 e os das 72 rotas restantes em 3 ondas até 10/07; a Central de Atendimento foi treinada na árvore de classificação com 12 códigos, que garante a medição correta das rechamadas, e os síndicos da carteira crítica foram comunicados sobre o novo padrão de visita.
D4 Houve desvios em relação ao plano? Quais evidências registram a execução?
Dois desvios registrados: o gabarito de regulagem não se encaixava em duas famílias antigas da carteira — a engenharia o adaptou e reforçou o treinamento no próprio Gemba, sem mudar plano nem orçamento; e a leitura parcial de 19/06, com as preventivas de maio em 5,0%, antecipou a onda 2 para 22/06, antes do fechamento formal do piloto. As evidências: OS com checklist bloqueante 100% concluído e horários registrados, listas de presença dos treinamentos, fotos de antes e depois dos ajustes de porta, conferência semanal dos kits e a folha de verificação das rechamadas classificadas causa a causa.
Checar
De 8,9% para 4,1% de rechamadas: 470 deslocamentos a menos por mês e R$ 1,18 milhão por ano devolvidos ao fluxo.
A verificação usou a mesma régua da linha de referência: o sistema de gestão de campo, com a Central classificando cada chamado. A onda 1 fechou em 4,7% de rechamadas contra 8,9% do estado atual, abaixo do critério de 5,0%. Com a onda 2, o consolidado da filial estabilizou em 4,1%, com as 12 semanas S19 a S30 entre 3,6% e 4,6% e os últimos pontos em 3,6% a 3,8% — meta de 4,5% atingida e superada, queda de 54%. As rechamadas caíram de ~872 para ~402 por mês: 470 deslocamentos e reprocessos eliminados, ~R$ 1,18 milhão por ano. O cliente do fluxo sentiu: a disponibilidade média subiu de 98,1% para 99,3%, acima do compromisso de 99%, e a perda de contratos tem queda projetada de 7,2% para 5% ao ano. Somando os kits dos 74 veículos (~R$ 259 mil) às ações do plano (R$ 58.300), o investimento de ~R$ 317 mil se paga em menos de 4 meses — e cada causa atacada caiu conforme o Pareto previa.
C1 Os indicadores foram re-medidos do mesmo jeito da situação inicial? Compare o antes × depois.
Sim, mesma régua: o sistema de gestão de campo, com a janela de 30 dias e a árvore de classificação da Central. A onda 1 fechou em 4,7% contra 8,9% da linha de referência, queda de 47%, abaixo do critério de 5,0%. Após a onda 2, o consolidado da filial ficou em 4,1%, com as 12 semanas entre o início do piloto e a entrega do processo (S19 a S30) variando de 3,6% a 4,6% e os últimos pontos em 3,6% a 3,8%.
C2 A meta foi atingida — ou quanto dela?
A meta de 4,5% foi atingida e superada: o fluxo estabilizou em 4,1%, queda de 54% sobre os 8,9% iniciais — de ~872 para ~402 rechamadas por mês. Os indicadores do cliente confirmaram: disponibilidade média de 98,1% para 99,3%, de volta acima do compromisso contratual de 99%, e perda de contratos com queda projetada de 7,2% para 5% ao ano.
C3 Qual foi o ganho do projeto em R$?
O ganho apurado é de aproximadamente R$ 1,18 milhão por ano em deslocamentos e horas técnicas eliminados (470 rechamadas a menos × R$ 210 × 12) — desperdício de transporte e reprocesso que saiu do fluxo. Somando os kits dos 74 veículos (~R$ 259 mil) às ações do plano (R$ 58.300), o investimento total de ~R$ 317 mil retorna em menos de 4 meses, e a confirmação financeira formal será auditada pela Controladoria em fev/2027, após 6 meses de sustentação.
C4 Houve efeito colateral? O ganho é mesmo do projeto — ou de fator externo?
Os efeitos colaterais foram positivos: disponibilidade acima do contrato e queda projetada na perda de clientes, sem reduzir as preventivas contratuais e sem ampliar o quadro de 74 técnicos. O ganho é do projeto, não de fator externo: a queda seguiu exatamente o Pareto — porta, checklist e peça de desgaste caíram onde as ações atacaram, com carteira e volume estáveis. O que resta — o erro de diagnóstico na 1ª visita (49 casos, 8% do Pareto), as rotas por complexidade e a mentoria de novatos — fica registrado para o próximo giro.
Agir
Quatro POPs no Manual de Serviços em Campo, carta de controle no quadro de gestão à vista e yokoten para Rio e BH.
O novo jeito de trabalhar virou trabalho padronizado: quatro POPs entraram no Manual de Serviços em Campo em 15/07/2026 — checklist digital por família, ajuste do operador de porta com gabarito, kit embarcado com reposição semanal e escalonamento de equipamento repetitivo. A sustentação roda em rotina visual: carta de controle semanal (linha central 4,1%, limites 5,8% e 2,4%) no quadro de gestão à vista, estratificada por rota e causa, e a auditoria de rotina vigia os itens do fluxo — checklist 100% concluído, tempo mínimo por família, kit completo e repetitivo com plano em até 7 dias. O plano de reação define resposta padrão para cada sinal, começando por contenção em 48 horas se uma semana passar de 5,8%. Em 31/07/2026 a gestão passou para Patrícia Fontes, gerente regional de São Paulo, com revisão mensal nos 3 primeiros meses. O yokoten está calendarizado — Rio de Janeiro em set/2026 e Belo Horizonte em out/2026 — e o próximo giro mira rotas por complexidade, mentoria de novatos e o erro de diagnóstico na 1ª visita.
A1 O novo jeito de trabalhar virou trabalho padronizado? (POP / instrução de trabalho)
Sim: quatro POPs entraram no Manual de Serviços em Campo em 15/07/2026 — checklist digital por família de elevador com itens obrigatórios e bloqueio de conclusão; ajuste do operador de porta com folgas e torques de referência por família; kit de peças de desgaste embarcado com reposição semanal automática pelo CD; e escalonamento de equipamento repetitivo (2 chamados em 60 dias) à engenharia de campo. O checklist em papel foi aposentado em 10/07/2026 e todas as equipes foram treinadas no novo padrão, com registro.
A2 Qual é a rotina de auditoria e gestão visual que vai sustentar o ganho — e quem é o dono do indicador?
A taxa de rechamadas roda toda semana numa carta de controle simples (linha central 4,1%, limite superior 5,8%, inferior 2,4%) no quadro de gestão à vista, estratificada por rota e por causa, e a auditoria de rotina vigia os itens do fluxo: checklist 100% concluído em pelo menos 98% das preventivas, tempo mínimo por família (45 minutos nas críticas, 35 nas demais), kit embarcado completo na conferência semanal (mínimo de 95%) e repetitivos com plano da engenharia em até 7 dias. Desde 31/07/2026 a dona do processo é Patrícia Fontes, gerente regional de São Paulo, com revisão mensal nos 3 primeiros meses e trimestral depois; o indicador entrou no painel mensal da Diretoria de Serviços.
A3 Qual é o plano de reação se o indicador voltar a piorar?
O plano de reação tem 4 sinais: semana acima de 5,8% exige contenção em 48 horas, com auditoria das OS da semana, conferência dos kits e visita conjunta com técnico sênior às rotas geradoras; 7 semanas seguidas acima de 4,1% disparam diagnóstico com técnicos e engenharia em 1 semana; item de rotina fora do padrão (checklist abaixo de 98%, tempo abaixo do mínimo, kit abaixo de 95%, repetitivo sem plano) é tratado no mesmo dia pelo dono do item; e carteira nova ou nova família de equipamento aciona revisão preventiva de checklist, kit e tempo mínimo. A sequência é sempre a mesma: conter, diagnosticar, corrigir, verificar e registrar.
A4 Onde a solução pode ser replicada (yokoten), o que já foi replicado — e quais lições ficaram?
As lições entraram no book de melhoria contínua da Vertelli, em linguagem de fluxo: rota se dimensiona por tempo e complexidade, não por contagem — comprimir o tempo que agrega valor fabrica rechamada; peça de desgaste se troca antes de falhar, porque o transporte da rechamada custa R$ 210 e o material no ponto de uso custa centavos; e elevador repetitivo é problema de engenharia, não de rota. O yokoten está em curso: o pacote completo será replicado nas filiais Rio de Janeiro (set/2026) e Belo Horizonte (out/2026). O próximo giro já tem alvo: rotas por complexidade, mentoria dos técnicos com menos de 2 anos e o erro de diagnóstico na 1ª visita (49 casos do Pareto).
Enxergando a preventiva como um fluxo de valor — do agendamento da visita ao elevador rodando sem parar de novo — a filial São Paulo eliminou o loop de rechamada que devolvia o técnico ao mesmo prédio semanas depois: a taxa caiu de 8,9% para o patamar estável de 4,1% das preventivas (queda de 54%), superando a meta de 4,5%, de ~872 para ~402 rechamadas por mês. O ganho validado é de ~R$ 1,18 milhão por ano em deslocamentos e horas técnicas — puro desperdício de transporte e reprocesso — com a disponibilidade subindo de 98,1% para 99,3% e a perda de contratos projetada de 7,2% para 5% ao ano. O pacote (checklist digital por família, kit de desgaste embarcado e escalonamento à engenharia) já segue em yokoten para Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Pronto pra transformar o seu fluxo?
Use este case como referência de profundidade — meça a linha de referência, enxergue os desperdícios, implante o estado futuro, comprove o ganho na mesma régua e padronize.
