Lean não é coisa de indústria.
Onde existe um fluxo — do pedido à entrega, da solicitação à resposta — existem desperdícios a eliminar: hospital, transportadora, laboratório, escritório, hotel. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes: fluxo enxergado, lead time medido, ganho comprovado — cada projeto com seu A3 do Projeto Lean fechado.
Redução do Retrabalho no Fluxo de Valor das Portas de Pavimento
Produção — Montagem de Portas de Pavimento · Mar/2026 – Ago/2026
Planejar
O mapa do fluxo mostrou 348 portas por mês voltando pelo circuito de retrabalho — e 33% dos defeitos nasciam no transporte interno, não na montagem.
A fábrica de Joinville da Vertelli produz cerca de 380 elevadores por mês, e a linha de portas de pavimento entrega cerca de 3.000 portas mensais em 3 linhas. Rafael Krüger, líder da linha, mapeou com a equipe o fluxo de valor completo — corte/dobra, solda, pintura, montagem, embalagem dos kits por obra e expedição — e encontrou um loop que não agrega valor: 11,6% das portas (348/mês) voltavam para retrabalho antes da expedição, a R$ 118 cada, e 6,2% dos kits saíam com pendência, gerando multa e atraso na instalação. A folha de verificação de um trimestre (1.045 portas retrabalhadas) e a caminhada no Gemba mostraram onde o fluxo sangrava: o transporte interno pós-pintura danificava as portas (33% dos casos), o gabarito desgastado gerava defeito de folga (28%) e a solda sem parâmetro padrão variava por turno (18%). Três causas-raiz comprovadas, todas de equipamento e método. A meta: retrabalho de 11,6% para 5% até 31/08/2026, sem perder o ritmo, e o estado futuro virou um 5W2H de 7 ações por R$ 54.400, implantado em ondas a partir da linha 2.
P1 Qual é o problema de negócio e qual fluxo de valor ele afeta? Onde o fluxo começa e termina, e quem é o cliente?
O problema de negócio é um loop de reprocesso no meio do fluxo: 11,6% das cerca de 3.000 portas de pavimento produzidas por mês em Joinville (348 portas) voltavam para retrabalho antes da expedição, a R$ 118 cada — cerca de R$ 41 mil/mês — e 6,2% dos kits de obra saíam com pendência, gerando multa contratual e atraso na instalação. O fluxo de valor começa no corte/dobra da chapa, passa por solda, pintura, montagem e embalagem dos kits por obra, e termina na expedição. O cliente do fluxo é a equipe de instalação em obra, que precisa de porta sem dano e montável sem ajuste, e na ponta a construtora, que exige o elevador no prazo.
P2 Qual é a situação atual do fluxo, medida no local? (Mapa de Fluxo de Valor — VSM — do estado atual, lead time, tempos de ciclo e o que agrega valor)
Caminhamos o fluxo inteiro no Gemba e medimos no local: os apontamentos de jul/2025 a fev/2026 mostram 11,6% de retrabalho, oscilando entre 11,2% e 12,1%, sem tendência — no trimestre dez/25 a fev/26, 1.045 portas retrabalhadas de ~9.000 produzidas, cada uma refazendo o caminho por repintura, reajuste e nova inspeção. A folha de verificação estratificada por linha, turno e defeito mostrou onde o fluxo perde: dano de pintura na movimentação interna (342 portas, 33%), folga porta×batente fora de ±1,5 mm (289, 28%) e respingo/porosidade de solda (187, 18%), com o turno 3 gerando 2,4× mais respingo que o turno 1.
P3 Quais dos 8 desperdícios aparecem no fluxo, onde, e qual pesa mais?
O desperdício dominante é defeito — as 348 portas/mês que entram no loop de retrabalho — mas o mapa mostrou que ele nasce de outros desperdícios: o transporte interno pós-pintura em berços metálicos sem revestimento é a maior fonte de dano (33% dos casos), o reprocesso consome mão de obra, repintura e movimentação extra, e a espera aparece na fila de portas aguardando correção e nos kits incompletos segurando a expedição. Há ainda talento desperdiçado: cada turno ajustava a solda de cabeça, sem padrão — 14 combinações de corrente e tensão para a mesma chapa de 1,2 mm — e o conhecimento dos soldadores nunca tinha virado tabela.
P4 Quais são as causas-raiz dos desperdícios prioritários — e como foram comprovadas?
Três causas-raiz comprovadas no Gemba, com medição direta entre 18 e 20/05: a auditoria de 40 portas riscadas achou 34 (85%) com marca exatamente no ponto de contato do berço metálico sem revestimento; a medição de 60 conjuntos porta×batente deu folga média de 2,3 mm contra tolerância de ±1,5 mm, com desgaste de 1,1 mm no gabarito da linha 2, que não tinha verificação periódica; e o registro dos parâmetros de solda revelou 14 combinações diferentes para a mesma chapa, com o turno 3 gerando 2,4× mais respingo. Juntas, as três causas explicam 78% do Pareto (818 das 1.045 portas) — equipamento e método, não pessoas.
P5 Como é o estado futuro desenhado para o fluxo?
No estado futuro, a porta atravessa o fluxo certa de primeira e o transporte interno deixa de fabricar defeito: berços revestidos com polietileno e feltro e racks dedicados com separadores protegem a pintura na movimentação; o gabarito entra no plano de calibração, com calibre passa-não-passa e verificação semanal, garantindo a folga dentro de ±1,5 mm; a solda ganha trabalho padronizado, com tabela de parâmetros por espessura afixada nas cabines e os 3 turnos treinados; e o apontamento estratificado no MES dá gestão visual ao fluxo, expondo o defeito na hora e no posto em que nasce.
P6 Qual é a meta do projeto e em qual indicador ela será medida?
A meta: reduzir o percentual de portas com retrabalho detectado antes da expedição de 11,6% para 5% (queda de 57%) até 31/08/2026, nas 3 linhas, medido nos mesmos apontamentos da linha de referência. Como indicador do cliente do fluxo, os kits de obra expedidos com pendência, com alvo de até 2%. Tudo sem reduzir o ritmo de ~3.000 portas/mês, sem adicionar postos de inspeção — inspeção extra seria mais desperdício, não solução — e com orçamento aprovado de R$ 60 mil.
P7 Qual é o escopo? Quem lidera, quem participa da equipe e quem patrocina o projeto?
O escopo cobre as 3 linhas de montagem de portas de pavimento, do corte/dobra à embalagem dos kits por obra, incluindo movimentação interna, gabaritos, parâmetros de solda e inspeção final; ficam fora as portas de cabina, as plantas do México e de Portugal e a logística externa. A equipe é da própria linha: eu, Rafael Krüger (líder da linha de portas), com André Boaventura (solda, 3 turnos), Débora Martins (inspeção final), Jonas Ferreira (movimentação interna) e Luciana Voigt (ferramentaria e manutenção). O patrocinador é Marcos Zilio, diretor industrial, com apoio de Patrícia Werner, gerente de Produção.
P8 Qual é o plano de implantação (5W2H) e como as frentes foram priorizadas?
O 5W2H fechou 7 ações por R$ 54.400 dos R$ 60 mil aprovados, cada uma atacando uma causa comprovada: revestir os berços e implantar racks dedicados com separadores (Jonas e Luciana, até 05/06); calibre passa-não-passa e verificação semanal dos gabaritos, incluídos no plano de calibração (Luciana, até 05/06); tabela padrão de parâmetros de solda por espessura com treinamento dos 3 turnos (André, até 08/06); e apontamento de defeitos por linha, turno e tipo no MES (Débora, até 08/06). A priorização seguiu o Pareto das três causas de 78%. A compra de AGVs (R$ 1,2 mi) foi adiada e o posto extra de inspeção 100% foi descartado por ser desperdício sobre desperdício. A onda 1 ficou marcada para a linha 2, a de maior volume, a partir de 08/06.
Executar
Onda 1 na linha 2 a partir de 08/06, onda 2 nas linhas 1 e 3: transporte protegido, gabarito calibrado e solda padronizada nos 3 turnos.
A implantação rodou em duas ondas, dentro do orçamento: R$ 54.400 dos R$ 60 mil. A onda 1 foi o piloto na linha 2, a de maior volume, de 08/06 a 10/07: berços revestidos e racks dedicados protegendo o transporte interno, calibre passa-não-passa com verificação semanal do gabarito e a tabela de parâmetros de solda em uso desde o primeiro dia. Houve um ajuste de percurso: o feltro industrial dos primeiros berços soltava na quina e a fixação foi trocada de colagem para rebite, sem custo relevante. Soldadores, montadores e movimentadores dos 3 turnos foram treinados no trabalho padronizado e na nova rota de movimentação, com reforço extra no turno 3, o que mais variava. O acompanhamento semanal do piloto fechou em média 5,4%, dentro do critério de até 6,0%, e a onda 2 estendeu o pacote às linhas 1 e 3 entre 13 e 24/07. Tudo registrado: fotos antes e depois, folhas de verificação e apontamentos no MES.
D1 As ondas de melhoria (kaizens) do plano foram executadas? O que foi feito, por quem e quando?
Sim, as 7 ações do 5W2H foram concluídas em duas ondas, por R$ 54.400 dos R$ 60.000 aprovados. Na onda 1 (piloto na linha 2, de 08/06 a 10/07), Jonas e Luciana entregaram os berços revestidos e os racks dedicados, Luciana implantou o calibre passa-não-passa com verificação semanal dos gabaritos, André publicou a tabela de parâmetros de solda e treinou os 3 turnos, e Débora ativou o apontamento por linha, turno e tipo no MES. A onda 2 estendeu o pacote às linhas 1 e 3 entre 13 e 24/07.
D2 Quais mudanças de fluxo, layout ou padrão de trabalho foram implantadas no processo?
O fluxo mudou em três pontos: a movimentação pós-pintura ganhou rota definida com racks dedicados e berços revestidos — o transporte deixou de danificar o que a pintura tinha acabado de agregar; o gabarito de solda entrou no plano de calibração, com verificação semanal, tratando o ferramental como instrumento de medição; e a solda virou trabalho padronizado, com a tabela de parâmetros por espessura afixada nas cabines, no lugar do ajuste de cabeça que variava por turno. Nenhum posto de inspeção foi adicionado: a qualidade foi para dentro do fluxo.
D3 Como a gestão visual foi implantada e como o time da operação foi treinado e envolvido?
A gestão visual entrou em dois níveis: o apontamento estratificado no MES, que expõe o defeito por linha, turno e tipo na hora em que nasce, e o quadro de gestão à vista da linha, com os resultados da semana e os pontos de atenção comunicados diariamente. Todos os soldadores, montadores, movimentadores e inspetores dos 3 turnos foram treinados na tabela de parâmetros, na rota de movimentação e no novo apontamento, com lista de presença assinada — e o turno 3 recebeu uma rodada extra de prática acompanhada na cabine de solda.
D4 Houve desvios em relação ao plano? Quais evidências registram a execução?
Dois desvios registrados: o feltro dos primeiros berços soltava na quina e a fixação foi trocada de colagem para rebite ainda na primeira semana, sem alterar custo nem prazo; e o treinamento do turno 3 ganhou reforço prático adicional, por ser o de maior variação. As evidências: fotos antes e depois dos berços, racks e cabines, folhas de verificação semanais dos gabaritos, registros de treinamento assinados e o apontamento no MES. O piloto na linha 2 registrou 5,5 → 5,2 → 5,4 → 4,9 → 5,1%, média de 5,4%, contra critério de até 6,0%.
Checar
Fluxo limpo do loop: 11,6% → 4,8% consolidado nas 3 linhas, kits com pendência de 6,2% para 1,9% e ~R$ 540 mil/ano de ganho.
A verificação usou o mesmo indicador e a mesma forma de medir da linha de referência. O piloto na linha 2 fechou com média de 5,4%, dentro do critério de até 6,0% e menos da metade dos 11,6% do estado atual. Com a onda 2 nas linhas 1 e 3, as 12 semanas seguintes (S24 a S35) ficaram entre 4,2% e 5,5%, com consolidado de 4,8% e os últimos pontos em 4,2% a 4,5% — meta de 5% atingida e superada, queda de 59%: de ~348 para ~144 portas no loop por mês. Na ponta do cliente do fluxo, os kits expedidos com pendência caíram de 6,2% para 1,9%, melhor que o alvo de 2%. O ganho apurado é de ~R$ 540 mil/ano — R$ 289 mil de retrabalho direto e R$ 250 mil de multas e fretes evitados — com payback de ~1,3 mês sobre os R$ 54.400. E sem efeito colateral: o ritmo de ~3.000 portas/mês foi mantido, sem nenhum posto extra de inspeção.
C1 Os indicadores foram re-medidos do mesmo jeito da situação inicial? Compare o antes × depois.
Sim, mesma régua: o apontamento de retrabalho antes da expedição, agora estratificado no MES. O índice saiu de 11,6% (média de 8 meses, jul/25 a fev/26) para 5,4% na média do piloto da linha 2 e 4,8% no consolidado das 3 linhas: nas 12 semanas entre o início do piloto e o encerramento (S24 a S35) variou de 4,2% a 5,5%, com os últimos pontos em 4,2% a 4,5%. Em volume, de ~348 para ~144 portas retrabalhadas por mês.
C2 A meta foi atingida — ou quanto dela?
A meta de 5% foi atingida e superada: 4,8% consolidado, queda de 59% contra os 57% planejados. O indicador do cliente do fluxo acompanhou: os kits de obra expedidos com pendência caíram de 6,2% para 1,9%, melhor que o alvo de 2% — a expedição voltou a receber kit completo, e a obra, porta montável sem ajuste.
C3 Qual foi o ganho do projeto em R$?
O ganho anual apurado é de cerca de R$ 540 mil: R$ 289 mil em retrabalho direto evitado (~204 portas/mês × R$ 118) e R$ 250 mil em multas contratuais e fretes extraordinários que os kits com pendência geravam. O payback do investimento de R$ 54.400 foi de aproximadamente 1,3 mês, e a confirmação financeira formal pela Controladoria está prevista para fev/2027, após 6 meses de sustentação.
C4 Houve efeito colateral? O ganho é mesmo do projeto — ou de fator externo?
Não houve efeito colateral: o ritmo de ~3.000 portas/mês foi mantido e nenhum posto de inspeção foi adicionado. O ganho é do projeto, não de fator externo — a queda aconteceu exatamente nas três categorias atacadas (dano de movimentação, folga e respingo, 78% do Pareto), já na primeira semana do piloto, sem mudança de mix ou volume. O que resta no Pareto — oxidação pré-pintura (121 portas no trimestre) e furação fora de posição (76) — fica registrado para o próximo giro.
Agir
Quatro POPs de trabalho padronizado, carta de controle no quadro da linha e yokoten a caminho do México e de Portugal.
Para o fluxo não regredir, o novo jeito de trabalhar virou trabalho padronizado: quatro POPs criados ou revisados entre 13 e 31/07, cobrindo movimentação pós-pintura com racks e rota definida, verificação semanal dos gabaritos com calibre passa-não-passa, solda com tabela de parâmetros afixada nas cabines e apontamento estratificado no MES. O indicador roda em carta de controle semanal (linha central 4,8%, limites 6,9% e 2,7%) no quadro de gestão à vista, estratificado por linha, turno e defeito, e a rotina de auditoria vigia as causas na fonte: gabarito, parâmetros, racks e kits. O plano de reação define 4 sinais objetivos com contenção em até 24 horas. Em 31/08/2026 a gestão passou para Patrícia Werner, gerente de Produção, com revisão mensal nos 3 primeiros meses. O yokoten já tem calendário: portas de cabina em set/2026, México em out/2026 e Portugal no 1º trimestre de 2027 — e o próximo giro ataca a oxidação pré-pintura e a furação fora de posição.
A1 O novo jeito de trabalhar virou trabalho padronizado? (POP / instrução de trabalho)
Sim, quatro POPs entraram no sistema da Qualidade entre 13 e 31/07: movimentação pós-pintura (racks dedicados, rota definida e checklist de liberação), verificação semanal dos gabaritos de solda com calibre passa-não-passa (gabaritos no plano de calibração), solda com a tabela de parâmetros por espessura afixada nas cabines, e apontamento de defeito por linha, turno e tipo no MES com quadro hora a hora. Todos os turnos foram treinados nos novos padrões, com registro assinado, substituindo as práticas informais que alimentavam o loop de retrabalho.
A2 Qual é a rotina de auditoria e gestão visual que vai sustentar o ganho — e quem é o dono do indicador?
O indicador roda toda semana em carta de controle simples (linha central 4,8%, limite superior 6,9%, inferior 2,7%), estratificado por linha, turno e defeito, no quadro de gestão à vista da linha. A rotina de auditoria vigia as causas na fonte: gabaritos verificados toda semana (desvio máximo de 0,3 mm), pelo menos 95% das soldas dentro da tabela, 100% das portas em rack dedicado e kits com pendência em até 2%. Desde 31/08/2026 a dona do indicador é Patrícia Werner, gerente de Produção, com revisão mensal nos 3 primeiros meses e trimestral depois, e o tema entrou no ritual mensal da Diretoria Industrial.
A3 Qual é o plano de reação se o indicador voltar a piorar?
O plano de reação tem 4 sinais objetivos: semana acima de 6,9% aciona contenção em 24 horas — segregar o lote, auditar berços e racks e verificar o gabarito extraordinariamente; 7 semanas seguidas acima de 4,8% disparam diagnóstico com os 3 turnos em uma semana; item fora do padrão (gabarito com desvio acima de 0,3 mm, solda fora da tabela, porta fora do rack) é tratado no mesmo dia; e modelo novo entrando na linha aciona revisão preventiva de gabaritos e parâmetros na semana anterior. A sequência é sempre a mesma: conter, diagnosticar, corrigir, verificar e registrar.
A4 Onde a solução pode ser replicada (yokoten), o que já foi replicado — e quais lições ficaram?
Duas lições ficaram no book global de melhoria contínua da Vertelli: ferramental de produção precisa de rotina de verificação como os instrumentos de medição, e transporte interno é etapa crítica do fluxo de valor, não um mal necessário — foi nele que nascia um terço do defeito. O yokoten está calendarizado: linha de portas de cabina de Joinville em set/2026, planta do México em out/2026 e Portugal no 1º trimestre de 2027. O próximo giro do PDCA já tem alvo no Pareto remanescente: oxidação/contaminação pré-pintura (121 portas no trimestre) e furação fora de posição (76 portas).
Mapeando o fluxo de valor das portas de pavimento — do corte/dobra à expedição dos kits de obra — a equipe de Joinville eliminou o loop de retrabalho que devolvia 348 portas por mês: o índice caiu de 11,6% para o patamar consolidado de 4,8% nas 3 linhas, queda de 59%, superando a meta de 5%, e os kits expedidos com pendência caíram de 6,2% para 1,9%. O ganho validado é de cerca de R$ 540 mil/ano — R$ 289 mil em retrabalho direto e R$ 250 mil em multas e fretes extraordinários evitados — com payback de 1,3 mês. O resultado veio da própria equipe da linha, observando o fluxo no Gemba, e o pacote já segue em yokoten para as plantas do México e de Portugal.
Pronto pra transformar o seu fluxo?
Use este case como referência de profundidade — meça a linha de referência, enxergue os desperdícios, implante o estado futuro, comprove o ganho na mesma régua e padronize.
